Nadir Afonso, mais um artista português a ter o nome na frota da TAP

A pintura e arquitetura portuguesas homenageadas pela TAP, com o novo Airbus A321neo CS-TJN a ter o nome “Nadir Afonso”


A Companhia batizou o seu novo Airbus A321neo CS-TJN com o nome “Nadir Afonso”, em homenagem ao arquiteto e pintor que deixou vasta obra no mundo das artes a nível nacional e internacional.

A pintura do nome na aeronave, que integra a frota do médio curso da Companhia, realizou-se na manhã desta quarta-feira num dos hangares da TAP e contou com a presença de Laura Afonso, viúva, de Augusto Afonso e Artur Afonso, filhos do pintor, e de Mário Lobato Faria, Chief Technical Officer da Companhia.


O gosto de Nadir Afonso (1920-2013), natural de Chaves, pelas artes manifestou-se desde cedo. Apenas com quatro anos, pintou com tinta encarnada um círculo perfeito na parede da sala de casa. Aos 14 anos, dedicou-se à pintura a óleo. E aos 24 viu reconhecido o seu talento quando a sua obra “A Ribeira” dá entrada no Museu de Arte Contemporânea de Lisboa.

A sua vida desenrolou-se entre vários países, mas sempre de braço dado com a pintura e a arquitetura, tendo-se rodeado de grandes nomes das duas artes do seu tempo.

Formou-se em arquitetura na Escola de Belas-Artes do Porto, partindo depois para Paris, onde se matriculou na Écoles des Beaux-arts.
 Enquanto estudou em Paris trabalhou no atelier do franco-suiço Le Corbusier, um dos grandes nomes da arquitetura do século XX.
Paralelamente, dedicou-se à pintura no atelier do pintor francês Fernand Léger.

Nadir Afonso viveu também um período no Brasil, país onde teve a oportunidade de trabalhar com outra grande referência da arquitetura moderna, Óscar Niemeyer.


Em Portugal, foram vários os trabalhos e os prémios recebidos pelo arquiteto e pintor português. A título de exemplo, trabalhou na década de 60 em arquitetura, em Chaves e em Coimbra, recebeu o Prémio Nacional de Pintura (1967), ganhou o prémio Amadeo de Souza-Cardoso (1969), e produziu os painéis para a estação dos Restauradores do metropolitano de Lisboa (1996).

As suas obras foram exibidas em mais de uma centena de exposições e podem ser encontradas atualmente em vários museus portugueses e internacionais.


O novo avião Nadir Afonso junta-se assim às personalidades já homenageadas pela Companhia na sua frota do médio curso, onde figuram nomes que vão de Carlos Paredes a Jorge de Sena, Agustina Bessa-Luís a Luís de Camões, de Fernando Pessoa a Gil Vicente ou Zé Pedro.

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