TAP impedida de voar para a Venezuela por 90 dias

TAP impedida de voar para a Venezuela por 90 dias
Divulgação

O Governo de Nicolás Maduro decidiu esta segunda-feira, dia 17 de Fevereiro, suspender por 90 dias as operações da TAP na Venezuela.

Caracas acusa a transportadora portuguesa de ter violado "padrões internacionais", permitindo, alegadamente, o transporte de explosivos e por ter ocultado a identidade do passageiro que é familiar do líder da oposição, Juan Guaidó, num voo para a capital venezuelana.

"Devido às graves irregularidades cometidas no voo TP173 e em conformidade com os regulamentos nacionais da aviação civil, as operações da companhia aérea TAP ficam suspensas por 90 dias", disse o ministro dos Transportes da Venezuela, Hipólito Abreu, na conta da rede social Twitter.

 

A TAP não compreende as razões desta suspensão da operação para a Venezuela por 90 dias, uma vez que cumpre todos os requisitos legais e de segurança exigidos pelas autoridades de ambos os países”, salienta uma fonte ao Sapo 24..

Trata-se de uma medida gravosa que prejudica os nossos passageiros, não tendo a companhia sequer tido hipótese de exercer o contraditório”, acrescenta a fonte oficial da companhia aérea ao mesmo meio.

Segundo o Governo venezuelano, Juan Marquez, tio de Guaidó que acompanhava o sobrinho nesse voo, transportou “lanternas de bolso táticas” que escondiam “substâncias químicas explosivas no compartimento da bateria”.

 

Assim, as autoridades venezuelanas consideram que a TAP, nesse voo entre Lisboa e Caracas, violou normas de segurança internacionais, permitindo explosivos, e também ocultou a identidade de Juan Guaidó, na lista de passageiros, embora a segurança aeroportuária não seja da responsabilidade das companhias transportadoras.

Juan Guaidó reagiu com garantias de que não regressou de forma clandestina à Venezuela, tendo viajado sob o próprio nome. Acusou também o regime de Nicolás Maduro de se expor ao ridículo nas acusações que fez à TAP.

 

O Governo português já pediu um inquérito para averiguar a veracidade das acusações que envolvem a transportadora aérea portuguesa, dizendo não ter qualquer indício de irregularidades no voo que transportou Marquez e Guaidó.

O Presidente da República defendeu o diálogo e deu prioridade à realização de eleições presidenciais no país que "legitimem um processo pacífico de evolução futura".

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