Feira Medieval de Palmela recria “Inauguração da Torre de Menagem no Reinado de D. Dinis”

A 27 e 29 de Setembro, na Feira Medieval de Palmela acontece a recriação da “Inauguração da Torre de Menagem no Reinado de D. Dinis”, uma viagem até finais do século XIII.


Entre os dias 27 e 29 de Setembro, a Feira Medieval de Palmela recria, no Castelo e Centro Histórico da Vila, a época da “Inauguração da Torre de Menagem no Reinado de D. Dinis”, numa viagem até ao final do século XIII, período de consolidação da paz em Palmela, após os confrontos do início do século.


Organizada pela Câmara Municipal de Palmela e pela ALIUS VETUS - Associação Cultural História e Património, “a Feira tem como grandes atractivos os desfiles, torneios, espectáculos de fogo, dança e música da época, falcoaria, acampamentos temáticos e oficinas, a par da gastronomia, artesanato e mercado medieval.”

Destaque para o espectáculo de Dança no Ar “HO/MENAGEM”, pela DançArte, na Torre de Menagem.


A abertura oficial está marcada para as 19:00 de dia 27 e, ao longo dos três dias, a animação será constante em vários espaços da Feira, como as Igrejas de Santiago e Santa Maria, o Revelim Norte, o Terraço Sul, a Praça de Armas, a Liça, o Anfiteatro ou a Torre de Menagem.


A Feira Medieval de Palmela 2019 parte da pressuposta construção da Torre de Menagem nos finais do século XIII, no reinado de D. Dinis. É, para Palmela, um período de consolidação da paz após os confrontos do início da centúria, que culminaram com a tomada de Alcácer do Sal e o recuo das forças muçulmanas para sul. A fortaleza é reparada e reestruturada, a vila cresce, com os seus habitantes cristãos, judeus e mouros forros. O poder concelhio cimenta-se, sob a proteção do rei, o comércio dinamiza-se, a par das práticas artesanais, agrícolas, pastoris e pesqueiras.


O Rei D. Dinis, conhecido pelas suas boas qualidades de governante, toma medidas para fortalecer a defesa do reino: um programa de reparação e edificação de castelos e torres por todo o país. A Torre de Menagem do Castelo de Palmela terá sido uma dessas iniciativas, dotando a vila de um símbolo maior do poder concelhio. Adossada à muralha da alcáçova, virada à povoação, imponente, anunciava uma liderança cristã, um alcaide sediado no castelo com a sua guarnição, a garantia de defesa da população associada às obrigações dos peões e cavaleiros de servirem militarmente.

Em 1218, a sede da Ordem de Santiago é transferida para Alcácer do Sal e, em meados da centúria, para Mértola, acompanhando o ritmo da Reconquista. Em Palmela, permanece o comendador e alguns freires, nas instalações da alcáçova do castelo. D. Dinis desenvolve uma política de controlo das ordens militares e presta especial atenção à Ordem de Santiago, procurando autonomizá-la de Castela. Em 1288, através da bula Pastoralis Officii, emanada pelo papa Nicolau IV, logra obter autorização para eleger mestre provincial da ordem em Portugal. O primeiro mestre português será D. João Fernandes.

Em 12 de Setembro de 1297, D. Dinis assina o Tratado de Alcanices com D. Fernando IV de Castela, importante ato que definiu as fronteiras entre o reino de Portugal e os reinos de Castela e Leão.”

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