Eros Porto registou uma forte quebra de público em relação ao ano anterior

Eros Porto registou uma forte quebra de público em relação ao ano anterior
O Turismo PT

O Eros Porto 2020 registou uma adesão muitíssimo fraca e, em relação ao ano anterior, sentiu-se uma enorme quebra de público.

 

Visitamos o Salão Erótico do Porto no dia de maior adesão, o sábado, por volta das 23:00, hora em que normalmente o espaço do sexo ao vivo está ao rubro. No entanto, nem filas para entrar e nem grande fluxo de "curiosos" no sexo ao vivo, que este ano juntou os dois palcos. O convencional, da responsabilidade de Sá Leão, e o LGBT, da responsabilidade do espanhol Carlos Resa, ficaram este ano juntos numa só área, a "perversa". Enquanto que antes os espectáculos de Carlos Resa eram possíveis de se verem gratuitamente, este já não aconteceu. Toda a área tinha um pagamento extra de quatro euros. A organização informou em comunicado que visitaram o Eros Porto "à volta de 14.500 pessoas"

Sobre a qualidade dos espectáculos, que se atropelavam uns aos outros, dada a proximidade dos palcos, foi boa. Sá Leão já habituou os visitantes com as "vedetas" do cinema porno internacional, mas este ano Carlos Resa subiu bastante a fasquia, registando uma qualidade artística muitíssimo boa. Resa não se preocupou com os corpos excessivamente musculados, mas com a representação artística. Com isto, acabou por "roubar" público ao outro palco.

No pavilhão principal, encontravam-se algumas casas apresentavam pequenas performances para cativar futuros clientes, onde se encontravam os comerciantes de produtos alusivos ao tema e ainda Associações locais e nacionais de informação e prevenção para as Doenças Sexuais Transmissíveis e o VIH.

O Turismo PT esteve à conversa com o psicólogo Pedro Belmomte da Fundação A Comunidade Contra a Sida, que nos informou que os visitantes "vão para o sexo ao vivo", embora alguns parem no seu stand para 'desviarem' alguns preservativos para umas festas noutra altura. Na sua banca tinha bastante informação sobre um tema de extrema importância: as doenças sexualmente transmissíveis (DST). no entanto "poucos se interessam pela informação, só mais pelos preservativos e o lubrificante". O Psicólogo, de Vila do Conde, afirmou que "não só os jovens que não têm cuidado, mas sim todas as faixas etárias". A Associação vai às escolas "realizar palestras sobres a SIDA e as DST", mas para João Belmonte é igualmente importante, "ir às universidades, pois muitos dos alvos estão lá". Em breve poderemos vir a ter uma entrevista com o Psicólogo sobre o Turismo Sexual e que, no seu entender, medidas devemos tomar.

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