Paço Real de Caxias foi entregue ao Grupo Turim Hoteis, ao abrigo do programa Revive

Paço Real de Caxias foi entregue ao Grupo Turim Hoteis, ao abrigo do programa Revive
Divulgação

Outro concurso, ao abrigo do programa Revive, para a exploração do Paço Real de Caxias, foi hoje assinado com o Grupo Turim Hoteis.

 

O contrato de concessão para a reabilitação e exploração do Paço Real de Caxias, em Oeiras, como estabelecimento hoteleiro foi assinado hoje (02/03) com a concessionária IMOBIMACUS - Sociedade Administradora de Imóveis, SA, do Grupo Hotéis Turim.

O imóvel é entregue por 50 anos à empresa que apresentou a proposta vencedora no concurso, que deverá pagar ao Estado uma renda anual de 216 mil euros pela concessão, e assegurar o investimento de recuperação do imóvel estimado em cerca de 11,6 milhões de euros.

O novo estabelecimento hoteleiro beneficiará de uma localização excepcional, em frente à linha de costa, no concelho de Oeiras, e deverá abrir portas em 2022.

O Paço Real de Caxias foi construído em meados do século XVII, por iniciativa do Infante D. Francisco de Bragança, e veio a ser concluído pelo futuro rei D. Pedro V, que o utilizou como residência de férias da família real.

Inicialmente incluía a quinta, os jardins geométricos de influência francesa inspirados nos jardins do Palácio de Versalhes, e a cascata da segunda metade do século XVIII.

Destacam-se, neste imóvel histórico, as esculturas nos jardins, os tectos pintados e os azulejos azuis e brancos na fachada do edifício principal.

O Paço Real de Caxias foi classificado como Imóvel de Interesse Público em 1953. Teve utilizações diversas depois da utilização original como residência real de férias, tratando-se de um imóvel da Defesa Nacional, que está desafeto do domínio público militar, por já não ter função útil nesse enquadramento, desde 1994.

O Paço Real de Caxias, disponibilizado para rentabilização através da Lei de Infraestruturas Militares, cujas receitas revertem para a conservação e modernização de outras infraestruturas das Forças Armadas, é um dos 33 imóveis inscritos na primeira fase do programa Revive, uma iniciativa conjunta dos ministérios da Economia, Cultura e Finanças com a colaboração das autarquias locais. Pretende-se com este programa valorizar e recuperar o património sem uso, reforçar a atractividade dos destinos regionais e o desenvolvimento de várias regiões do país.

Em 2019 foi lançada uma segunda edição do programa REVIVE, com a integração de 16 novos imóveis. Actualmente o REVIVE integra um total de 49 imóveis, dos quais 21 se localizam na região interior do país.

Até ao momento foram lançados concursos para a concessão de 21 imóveis no Revive, tendo sido adjudicadas 14 destas concessões, que representam um investimento total estimado em cerca de 118 milhões de euros e rendas anuais na ordem dos 2,367 milhões de euros.

Actualmente, estão abertos três concursos no REVIVE, para a concessão do Palacete dos Condes Dias Garcia, em São João da Madeira, integrado já na segunda fase do programa, da Quinta do Paço de Valverde, em Évora e do Forte da Barra de Aveiro, em Ílhavo.

O Programa foi criado pela anterior Secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho.

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