Estacionar em Lisboa vai ser mais caro

Estacionar em Lisboa vai ser mais caro
Joao Silva/ Global Imagens

Estacionar em zonas em que existam mais transportes públicos vai poder custar até três euros por hora, mas as famílias numerosas "terão lugar reservado à porta de casa”.

Uma hora pode custar três euros. Por outro lado o dístico para residentes vai passar a ser gratuito e passará a existir duas novas "cores": a castanha e a preta.  Para as famílias numerosas "terão lugar reservado à porta de casa”.

A Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa – EMEL decidiu criar duas novas zonas tarifárias, "mais caras do que as já existentes", e o "primeiro dístico para residentes passará a ser gratuito", divulgou a autarquia.

Miguel Gaspar, vereador da Mobilidade apresentou, em conferência de Imprensa, as alterações criadas no âmbito do novo Regulamento Geral de Estacionamento e Paragem na Via Pública, que deverá ser submetido a consulta pública ainda este mês.

Actualmente existem “três tarifários, sendo que a cor verde custa 80 cêntimos por hora, a amarela tem um custo de 1,20 euros e a vermelha 1,60 euros por hora.”

Em declarações à Rádio Observador, Miguel Gaspar explica que "as novas cores castanha e preta (as novas zonas tarifárias) terão um custo de dois e três euros por hora", respectivamente. Estas cores vão, “para já”, ficar apenas nas zonas de “maior pressão” do município de Lisboa: Baixa, Marquês de Pombal, Saldanha e Entrecampos.


Segundo o vereador, ”o nosso objectivo e expectativa é aumentar o número de lugares livres na via" e, por consequência,"tornar mais fácil para residentes estacionar perto de casa e facilitar o acesso ao comércio local”. Existe, assim, um “foco nas medidas de melhoria de estacionamento para residentes e uma discriminação positiva para famílias”.
O primeiro dístico de cada agregado passará a ser gratuito e para os cidadãos que só pedem um dístico também “vai deixar de ser pago”, abrangendo cerca de 50% das famílias.

A medida de dístico aplica-se a famílias com pelo menos três filhos (cujo mais novo tenha até dois anos de idade) e que não tenham garagem. Ou seja o objectivo é “simplificar a distância percorrida até à porta de casa” e melhorar a segurança rodoviária. Mas o aumento dos preços não se traduz no aumento da receita. Nem é esse o objectivo, de acordo com Miguel Gaspar.

Para o autarca "o objectivo não é o de gerar mais receita”, pois tal pode nem acontecer. "Se se verificar um excedente, o dinheiro financiará planos da EMEL ou alternativas de mobilidade da Câmara de Lisboa", explicou.

Em jeito de conclusão Gaspar afirmou que “a cidade mudou e a sua dinâmica também. É necessário adaptar o regulamento. O regulamento evolui porque a cidade também evolui e é isso que está acontecer”. Algumas destas medidas “podem mesmo entrar já em vigor”, sendo que outras apenas no primeiro semestre de 2020.

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