Um século de Sophia de Mello Breyner Andersen

Sophia de Mello Breyner Andersen nasceu a 06 de novembro de 1919 no Porto, filha de Joana Amélia de Mello Breyner e de João Henrique Andresen.

 

Tem origem dinamarquesa pelo lado paterno, o seu avô Jan Andresen, que um dia desembarcou no Porto e nunca mais abandonou a região, tendo o seu filho João Henrique, em 1895, comprado a Quinta do Campo Alegre, hoje Jardim Botânico do Porto.

Frequentou o curso de Filologia Clássica na Universidade de Lisboa que nunca chegou a concluir. Colaborou na revista "Cadernos de Poesia", onde fez amizades com autores influentes.

Veio a tornar-se uma das figuras mais representativas de uma atitude política liberal, apoiando o movimento monárquico e denunciando o regime salazarista e os seus seguidores. Ficou célebre como canção de intervenção dos Católicos Progressistas a sua "Cantata da Paz", também conhecida e chamada pelo seu refrão: "Vemos, Ouvimos e Lemos. Não podemos ignorar!"

Foi mãe de cinco filhos: uma professora universitária de Letras, um jornalista e escritor Miguel Sousa Tavares, um pintor e ceramista e mais uma filha que é terapeuta ocupacional e herdou o nome da mãe. Os filhos motivaram-na a escrever contos infantis.

Em 1964 recebeu o Grande Prémio de Poesia pela Sociedade Portuguesa de Escritores pelo seu livro Livro sexto. Já depois da Revolução de 25 de Abril, foi eleita para a Assembleia Constituinte, em 1975, pelo círculo do Porto numa lista do Partido Socialista, enquanto o seu marido navegava rumo ao Partido Social Democrata.

Distinguiu-se também como contista (Contos Exemplares) e autora de livros infantis (A Menina do Mar, O Cavaleiro da Dinamarca, A Floresta, O Rapaz de Bronze, A Fada Oriana, etc.). Foi também tradutora de Dante Alighieri e de Shakespeare e membro da Academia das Ciências de Lisboa. Para além do Prémio Camões, foi agraciada com um Doutoramento Honoris Causa em 1998 pela Universidade de Aveiro[6] e também foi distinguida com o Prémio Rainha Sofia, em 2003.

Sophia de Mello Breyner Andresen faleceu aos 84 anos, no dia 02 de Julho de 2004, no Hospital Pulido Valente, tendo sido sepultada no Cemitério de Carnide. A 20 de Fevereiro de 2014, a Assembleia da República decidiu homenagear por unanimidade a poetisa com honras de Panteão, tendo a cerimónia de transladação ocorrido a 02 de Julho de 2014.

Desde 2005, no Oceanário de Lisboa, os seus poemas com ligação forte ao Mar foram colocados para leitura permanente nas zonas de descanso da exposição, permitindo aos visitantes absorverem a força da sua escrita enquanto estão imersos numa visão de fundo do mar.

Fim do Ano

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